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Postado em 27 de Julho de 2015 às 16h53

Deficiência óssea da face pode provocar apneia do sono

Arte e Face Uma noite mal dormida pode interferir seriamente nos rendimentos do dia seguinte. São muitos os motivos que podem fazer uma pessoa perder o sono, como o estresse, cansaço, preocupações e problemas de...

Uma noite mal dormida pode interferir seriamente nos rendimentos do dia seguinte. São muitos os motivos que podem fazer uma pessoa perder o sono, como o estresse, cansaço, preocupações e problemas de saúde. A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é uma doença que atinge grande parcela da população. O que muitos não sabem é que ela pode estar relacionada com a deficiência óssea da maxila e da mandíbula. A informação é do especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial e mestre em lasers em odontologia, Silvio Mauro Gallon, da Clínica Arte e Face de Chapecó.

A apneia do sono ou noturna, como é chamada, é caracterizada pela suspensão da respiração enquanto a pessoa dorme, pois inibe a passagem de ar ao nível da garganta. Geralmente, não interrompe o sono, mas altera o padrão de sono, passando de profundo para superficial. Ou seja, interfere no bom repouso e descanso e provoca fadiga e sonolência durante o dia.

“O especialista explica que esse é um assunto extremamente interessante, atual e inovador. Até há algum tempo, pouco se falava que a apneia pode ter influência de problemas com os ossos da face, mas agora os tratamentos estão evoluindo e começamos a ter resultados significativos”, comenta.

Gallon enfatiza que os casos mais severos de AOS são tratados com o uso do aparelho Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas (CPAP), um compressor que administra o ar sob pressão na boca e nariz do paciente enquanto ele dorme para evitar as crises de apneia. No entanto, estudos recentes mostram que a cirurgia de avanço de maxila e mandíbula tem apresentado resultados tão bons quanto à utilização do CPAP, com a vantagem de deixar o paciente livre de máquinas para dormir.

“Os pacientes que têm a maxila e a mandíbula muito curtas em relação ao crânio e ao pescoço sofrem um estreitamento da passagem do ar respirado na faringe, fazendo com que comumente essa região se obstrua a ponto de impedir a passagem do ar, levando a uma parada ou sofrimento respiratório temporário”, observa. “Já realizamos muitos procedimentos na Clínica, e os pacientes relataram grande melhora na qualidade respiratória, redução do ronco, sono mais descansado e um dia mais leve”, complementa.

O tratamento cirúrgico usa os mesmos recursos da cirurgia ortognática para projetar à frente a arcada superior e inferior, além de corrigir a dimensão transversa da maxila. Muitas vezes, o paciente que necessita de avanço ósseo para correção da apneia do sono não apresenta diferença de engrenamento entre os dentes, mas sim um conjunto ósseo projetado para trás em relação ao crânio. Assim, o diagnóstico é realizado através da tomografia, que mede o volume de passagem da via aérea e determina a necessidade ou não de corrigir o problema. “Por isso, é importante que o paciente sempre procure descobrir a causa da doença, buscando a apoio de especialistas para ajudar no problema”, finaliza Gallon.

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