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Postado em 27 de Julho de 2015 às 17h06

Envelhecer sorrindo: saúde da boca deve ser prioridade

Arte e Face Desfrutar de uma velhice saudável dependerá dos critérios de qualidade de vida que cada pessoa leva desde a infância e juventude. Ter saúde para viajar, curtir os netos, dançar, sorrir e...

Desfrutar de uma velhice saudável dependerá dos critérios de qualidade de vida que cada pessoa leva desde a infância e juventude. Ter saúde para viajar, curtir os netos, dançar, sorrir e cativar novas amizades. É dessa forma que as pessoas esperam chegar aos 70, 80 anos. Mas para isso é preciso seguir uma dieta rigorosa, sem exageros e, principalmente, visitar o médico e o dentista regularmente.

No entanto, ser saudável significa também cuidar da saúde da boca. O especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial e mestre em lasers em odontologia, Silvio Mauro Gallon, da Clínica Arte e Face de Chapecó, entende que o sorriso encanta, abre portas e torna as pessoas mais sociáveis. Porém, não conseguir se alimentar, processar os alimentos corretamente e nem receber as vitaminas indispensáveis por causa de problemas nos dentes são fatores limitadores da qualidade de vida.

Na avaliação do especialista, a maioria das pessoas chega a terceira idade com uma condição dental que exige maior cuidado, isso se já não perderam muitos dentes. A gengiva apresenta-se retraída, os dentes desgastados, os ossos, músculos e articulações mais frágeis. “Além disso, surgem limitações, dores e dificuldades de exercer funções até então simples. A vaidade pode ficar comprometida e, muitas vezes, não ter dentes ou ter uma prótese desgastada pelo tempo pode significar constrangimento”, observa.

Por isso, a saúde oral dos idosos exige uma investigação precisa, exames de imagens para verificar a inserção dos dentes nos ossos, orientações sobre os cuidados de higiene e manutenção de tratamentos restauradores e próteses. “As necessidades na terceira idade são simples e de fácil tratamento, como, por exemplo, verificar a quantidade de produção de saliva e corrigir os seus níveis de forma a dar conforto e proteção aos dentes e gengivas”, enfatiza o profissional.

Os problemas também podem ser consequências do uso de próteses totais ou dentaduras que não ficam firmes e não permitem uma mastigação eficiente. “Nesses casos, podem ser colocados implantes, mudando radicalmente a situação, e nem sempre isso implica em tratamentos extremamente caros ou complexos”, complementa Gallon.

Quando a pessoa tem o privilégio de possuir os dentes por toda a vida são necessários cuidados especiais na velhice. Por perder líquidos, os dentes tornam-se mais quebradiços, os desgastes decorrentes do uso ao longo do tempo podem levar a tratamento de canais ou necessidade de proteção, as gengivas vão se retraindo no seu entorno e precisam ser conservadas saudáveis, com uma técnica de escovação que massageie e as conserve.

De acordo com Gallon, pode ocorrer o afastamento dos dentes e os pigmentos podem manchá-los e esconder sua beleza. As articulações também se fragilizam com o tempo e a altura da face muda, levando a um novo arranjo dos músculos e tendões. Quando o paciente tem duas dentaduras, elas vão se desgastando e obrigando a boca a se fechar cada vez mais na hora de mastigar, resultando em um estiramento exagerado dos músculos da mastigação.

Todo esse conjunto de alterações leva a uma perda significativa da saúde oral e da qualidade de vida. “É preciso viver mais, porém com qualidade e não podemos deixar a face e a boca descuidadas, pois as consequências podem repercutir em todo o organismo. Somos um conjunto único e um problema isolado gera um desequilíbrio difícil de resolver. Por isso, é fundamental que na terceira idade as pessoas visitem o dentista e cuidem da saúde da boca”, finaliza.

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